O Problema da Não Diferenciabilidade
O problema padrão de otimização com restrições é definido como:
$$\text{minimize } f_0(x) \\ \text{sujeito a } f_i(x) \leq 0, \quad i = 1, \ldots, m \\ Ax = b$$
Teoricamente, poderíamos reescrever isso usando a função indicadora $I_-(u)$ para incorporar as restrições na função objetivo. No entanto, $I_-(u)$ é um monstro para o cálculo:
$$I_-(u) = \begin{cases} 0 & u \leq 0 \\ \infty & u > 0 \end{cases}$$
Por ser descontínua e ter um gradiente infinito na fronteira, não podemos calcular a matriz hessiana necessária para Método de Newton. Precisamos de um substituto diferenciável.
Suavização Logarítmica
Aproximamos $I_-(u)$ usando a função:
$$\hat{I}_-(u) = -(1/t) \log(-u), \quad \text{dom } \hat{I}_- = -\mathbf{R}_{++}$$
Aqui, $t > 0$ é um parâmetro que determina a precisão da nossa aproximação. Quanto maior o valor de $t$, mais a barreira se assemelha à função indicadora verdadeira.
Ao contrário dos métodos de conjunto ativo, esta abordagem exige que cada iterado $x$ permaneça estrategicamente viável ($f_i(x) < 0$). Como o logaritmo é indefinido para valores não negativos, ele cria uma "barreira impenetrável" que mantém a busca dentro do interior do conjunto viável.